sexta-feira, 22 de julho de 2011

Blogosfera? Isso come-se?

O que é um blogue? O que é que esta palavra trouxe de novo ao século XXI? Como nasceram os blogues? O que os fez proliferar de tal forma que hoje se fala em blogosfera do mesmo modo que nos referimos a atmosfera, troposfera, estratosfera, mesosfera, exosfera, ozonosfera, ionosfera, homosfera e heterosfera – conceitos do domínio das camadas que envolvem a terra?

A definição mais comum de BLOGUE é: site escrito por um número variável de pessoas, geralmente de temática específica.
A palavra blog teve origem na palavra Weblog, que foi concebida em 1997 por Jorn Barger. Este definiu Weblog como uma página da Internet onde alguém relatava páginas interessantes que encontrava. Mais tarde, Peter Merholz criou o termo We Blog, que levou ao diminutivo Blog.
Hoje em dia um blogue é definido como um website onde as entradas são geralmente ordenadas por ordem cronológica, do mais recente para o mais antigo.
Em 1998 apareceram as primeiras plataformas como Xanga, Open Diary, LiveJournal e, em Agosto de 1999, o Blogger. Estas plataformas ofereciam um serviço que permitia criar rapidamente um blogue sem serem necessários conhecimentos de HTML ou qualquer linguagem de programação.

Foi este o seu sucesso: fáceis de gerir, à mão de qualquer um, de posts rápidos e apelativos. Antes das redes sociais, os blogues foram a grande novidade de partilha de ideias, sentimentos e interesses. Todos os grandes “pensadores” em Portugal criaram o seu blogue, apesar de muitos os terem entretanto abandonado. Blogar dá trabalho, mesmo assim.
A Origem das Espécies, Aviz , Crónicas de Francisco José Viegas (os três do mesmo autor), Abrupto (de Pacheco Pereira), Da Literatura (de Eduardo Pitta), O Papalagui (do bibliotecário de Proença-a-Nova), Viva Biblioteca Viva (de Luísa Alvim), A esquina do Rio (de Manuel Falcão), Homem do Leme (de Manuel Halpern), La Double Vie de Véronique (de Dora Batalim) ou o reputadíssimo Blogtailors são alguns exemplos de blogues de cultura, mais ou menos ligados aos livros e às bibliotecas.
Hoje os blogues estão a ser ultrapassados pelas redes sociais, sobretudo pelo facebook, que permite manter ligações, procurar pessoas, criar “falsos” amigos e partilhar coisas mesmo quando não se tem nada de especial para dizer, sem hipótese de correcção.

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